Psi Malu Gouveia
12 de julho de 2026Psicoterapia5 min de leitura

Como saber se é hora de começar terapia

Existe um mito silencioso de que terapia é para quem "não aguenta mais". Na prática, quem mais se beneficia costuma ser quem funciona — trabalha, entrega, cuida dos outros — e paga um preço interno cada vez mais alto por isso.

O critério não é gravidade. É custo.

A pergunta mais útil não é "estou mal o suficiente?", e sim: quanto está me custando continuar assim? Alguns sinais de que o custo subiu:

Nenhum desses sinais é, isoladamente, um diagnóstico. Juntos, eles indicam que a sua forma atual de lidar com a vida está cara demais — e que vale examinar isso com método.

"Mas eu já sei qual é o meu problema"

É o que mais escuto em primeiras conversas — e costuma ser verdade pela metade. Saber nomear o problema não é o mesmo que saber sair dele. Terapia não é descobrir o que você tem; é construir, com acompanhamento, um caminho praticável para mudar — com objetivos claros e ferramentas que você usa entre as sessões, na vida real.

O que esperar de uma primeira conversa

No meu consultório, a conversa inicial serve para três coisas: entender o que trouxe você, explicar como trabalho — TCC com avaliação e devolutivas registradas a cada sessão — e verificar, honestamente, se faz sentido seguirmos juntas. Se o seu caso pedir outro tipo de profissional, eu digo. Nunca prometer o que a psicologia não entrega também é uma forma de cuidado.

Você não precisa chegar no limite para merecer ajuda. Chegar antes do limite é, justamente, o melhor momento.
Malu Gouveia Psicóloga · CRP 06/175814 · Especialista em Psicologia Positiva pela UPenn

Este texto tem caráter educativo e não substitui psicoterapia ou avaliação individual. Se você está em sofrimento intenso, procure ajuda profissional — ou ligue 188 (CVV, 24h, gratuito).